Se o seu filho tem dificuldades em vestir-se, brincar ou acompanhar a escola, a Terapia Ocupacional pode ajudar.
A Terapia Ocupacional é uma profissão da área da saúde que tem como objetivo promover a autonomia, a participação ativa e o bem-estar das pessoas através da ocupação, ou seja, das atividades do dia-a-dia que são significativas para cada pessoa.
Entende-se por “ocupação” tudo aquilo que fazemos diariamente, como cuidar de nós próprios (vestir, comer, tomar banho), participar em atividades escolares ou profissionais, brincar, interagir com os outros e envolver-nos em tarefas que nos dão prazer ou que contribuem para a comunidade.
Na nossa prática clínica em Vila Nova de Gaia, acompanhamos frequentemente crianças que enfrentam desafios nas tarefas do dia a dia, ajudando-as a desenvolver competências que promovem maior independência e bem-estar.
Através de uma abordagem centrada na pessoa, a Terapia Ocupacional trabalha com crianças, adultos, idosos, família e comunidades para facilitar o envolvimento ativo nessas atividades, mesmo quando existem desafios físicos, emocionais, cognitivos e/ou sensoriais.
Na área pediátrica, a Terapia Ocupacional dedica-se a apoiar o desenvolvimento saudável e à promoção da independência de crianças desde os primeiros meses de vida até à adolescência. O principal objetivo é auxiliar cada criança a explorar as suas habilidades, superar desafios e participar plenamente nas atividades do seu dia a dia.
A intervenção é sempre personalizada, tendo em conta as necessidades, capacidades e interesses de cada criança. O terapeuta ocupacional avalia e acompanha o desenvolvimento da criança, utilizando atividades lúdicas e planeadas para trabalhar competências motoras, processamento sensorial, funções cognitivas, competências sociais e autonomia nas tarefas do dia-a-dia.
A Terapia Ocupacional pode ser benéfica para crianças que apresentam atrasos no desenvolvimento global, dificuldades motoras, alterações no processamento sensorial, Perturbação do Espectro Autista (PEA), Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA), dificuldades de aprendizagem, síndromes genéticas ou outras condições que interferem com a sua participação nas atividades diárias.
Quando considerar uma avaliação em Terapia Ocupacional?
- Dificuldade persistente em vestir-se ou alimentar-se sozinho
- Evita determinadas texturas, sons ou ambientes
- Dificuldade em segurar lápis ou realizar tarefas manuais
- Parece mais descoordenado que outras crianças da mesma idade
Sempre que existam dúvidas sobre o desenvolvimento ou autonomia da criança, uma avaliação especializada pode ajudar a compreender melhor as suas necessidades e definir estratégias ajustadas.
O trabalho do terapeuta ocupacional envolve uma colaboração próxima com os pais, educadores, professores, profissionais de saúde e todas as pessoas significativas no quotidiano da criança. O objetivo é garantir que os progressos alcançados têm impacto real nos diferentes contextos onde a criança vive, aprende e cresce.
A Terapia Ocupacional acredita no potencial de cada criança e promove o seu desenvolvimento de forma respeitosa, positiva e significativa.
Por Joana Oliveira Terapeuta Ocupacional no CTLM
Especializada em intervenção pediátrica e promoção da autonomia infantil.

